Estudantes e Projetos de Extensão marcaram presença no ESX 2026
O evento aconteceu entre os dias 11 e 13 de junho, na Praça do Papa, em Vitória
Os projetos de extensão do Ifes Campus Serra marcaram presença no ESX 2026 – Innovation Experience Espírito Santo, um dos maiores eventos de inovação do Espírito Santo, realizado entre os dias 11 e 13 de junho, na Praça do Papa, em Vitória. A ida proporcionou aos alunos e extensionistas do Leds e Labmaker, a oportunidade de conhecer tendências, ampliar conexões e vivenciar experiências ligadas à inovação, tecnologia e empreendedorismo.
A primeira turma de estudantes do Ifes Campus Serra, foi acompanhada pela professora de Computação, Alessandra Aguiar Vilarinho. Para ela, a ida ao ESX é uma oportunidade de plantar a semente do empreendedorismo científico. “Visitar stands que apresentam os trabalhos dos laboratórios, plantas-piloto e escritórios de startups em operação permitiu que os estudantes vissem a teoria em ação – do fluxograma à linha de produção, do pitch deck ao contrato fechado.”
“Essas visitas transformam o abstrato em concreto e são insubstituíveis para formar profissionais críticos e conectados com a realidade. Apresentar o ESX 2026 a esses jovens é plantar a semente do empreendedorismo científico. Para secundaristas, desperta curiosidade sobre carreiras fora do óbvio. Para universitários, mostra que o TCC pode virar negócio e que o laboratório é um berço de inovação, não apenas de papers” ressaltou, a professora.
O estudante do curso de Sistemas de Informação, Caio Lucas, relatou que foi um dia de muito aprendizado e descobertas. “Nós podemos aplicar o que nós aprendemos na faculdade e também entramos em contato com pessoas que a gente quer trabalhar. Além disso, passamos a entender como podemos exercer a nossa função em várias outras áreas.”
“O Ifes trazer a gente fez toda a diferença. Foi uma experiência totalmente diferente, se eu tivesse que vir sozinho seria um outro processo, todo o contato e o tratamento é outro - só por eu ser do Ifes e estar cursando o meu curso.” contou, o estudante.
LEDS
Sob a orientação dos professores Moisés Omena e Paulo Sérgio dos Santos Júnior, o projeto de extensão Leds marcou presença no ESX com quatro soluções inovadoras. Entre elas, o portal ConectaFapes – atualmente em desenvolvimento para substituir o Sigfapes – foi apresentado pelos alunos João Marcos, Vinícius Estevam, Marcela Starling e Marcelo Couto, reunindo esforços para modernizar a plataforma de gestão de fomento à pesquisa.
No campo da inteligência artificial, os extensionistas Tadeu Augusto, Luiz Rojas, Caio Lessa, Guilherme Souza, Eduardo Oliveira e Eduardo Neuman levaram três ferramentas de alto impacto criadas para a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo – FAPES.
Edite:
Um chatbot especializado em responder dúvidas sobre editais;
Oráculo:
Um assistente interno voltado para gestores tirarem dúvidas internas;
ValidaAI:
Um serviço que auxilia na validação de documentos enviados por bolsistas, integrado diretamente ao ConectaFapes.
Segundo o extensionista do Leds, Tadeu Augusto, a experiência de apresentar os projetos de IA, o Oráculo, Edite e o ValidaAI foi muito boa! “Foi uma oportunidade da gente se conectar com as pessoas que foram lá, e mostrar o que a gente estava fazendo”.
LAB MAKER
Durante o ESX, o projeto de extensão Lab Maker apresentou uma iniciativa inovadora que conecta as tecnologias da indústria 4.0 à valorização da cultura do Espírito Santo. A equipe, formada pelos alunos Maria Eduarda Vitorino Eler, Gustavo da Silva Nascimento e João Pedro Miranda Lima de Souza, sob orientação do professor Gabriel Tozatto Zago, utilizou um scanner 3D para digitalizar casacas típicas feitas por artistas capixabas. A partir das imagens capturadas, as peças passaram por um processo de modelagem digital até serem impressas em 3D.
A proposta do Lab Maker é produzir 300 miniaturas, que serão doadas ao Centro Cultural Eliziário Rangel, na Serra, um espaço dedicado à cultura negra. As esculturas serão entregues aos próprios artistas, que poderão pintá-las e comercializá-las, gerando renda e fortalecendo a economia criativa local. Com essa ação, o projeto demonstra que é possível unir inovação, preservação histórica, arte e sustentabilidade em benefício da comunidade capixaba.
Redes Sociais